• Mulher adota cãozinho epilético depois de 5 anos do 1º encontro entre os dois: 'Me esperou'



    Eros estava na Coordenadoria de Defesa da Vida Animal de Santos, no litoral de São Paulo, mesmo local onde Cláudia o viu pela primeira vez. Cláudia adotou Eros, cãozinho com epilepsia, após cinco anos do primeiro contato que tiveram em Santos, SP Arquivo Pessoal/Cláudia Flores Furlan Cláudia Flores Furlan, de 44 anos, foi voluntária, há cerca de cinco anos, no órgão responsável por atender cães e gatos em Santos, no litoral de São Paulo. Um dos animais abrigados, um cãozinho com epilepsia, foi o primeiro com quem ela teve contato, em 2017. Cláudia saiu do país, voltou, se mudou para o interior e retornou apenas neste ano para a cidade, quando descobriu que o pet permanecia no abrigo, mesmo depois desse tempo. Ela, então, decidiu adotá-lo. "Lá atrás, eu falei para ele 'um dia eu ainda venho te buscar'. Hoje, eu brinco que ele me esperou", disse a coordenadora de projetos em entrevista ao g1 nesta sexta-feira (21). A história dos dois começou em 2017. Cláudia tinha acabado de voltar para o país, depois de um período na Austrália. Longe dos pais, ela decidiu buscar algo para se distrair, e se tornou voluntária na Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida). Logo no primeiro dia, se apaixonou pelo cãozinho, que se chamava 'James Brown'. Lá, ela passeava com os animais e ajudava em algumas feiras de adoção. Eros mora com Cláudia há seis meses em Santos, SP Carlos Nogueira/Prefeitura de Santos Na época, ela já queria levá-lo para casa, mas não podia, por já ter um cachorro idoso com problemas de saúde que necessitava de muitos cuidados. Ainda neste ano, ela foi para o exterior novamente. Poucos meses depois, retornou ao Brasil, desta vez se mudando para o interior. Apenas depois da pandemia, com trabalho em home-office, ela retornou a Santos, em março de 2021. "Quando eu cheguei aqui, foi a primeira coisa que veio na cabeça, ver se o James estava no abrigo. De uma certa maneira, eu gostaria que ele não estivesse mais, e ao mesmo tempo, queria que permanecesse, para eu adotá-lo. Quando eu liguei e falaram que ele estava, eu disse 'ele é meu'", relembra. Cláudia recebeu o cãozinho em casa, e desde então, os dois não se desgrudam. O animal, que era chamado de James Brown, teve o nome mudado para Eros. "Ele atendeu desde o primeiro momento, parece que já tinha esse nome", comenta Cláudia. Eros precisa de medicamentos para evitar convulsões Arquivo Pessoal/Cláudia Flores Furlan Rotina Eros precisa de dois medicamentos por dia, por conta da epilepsia. O remédio ajuda nas convulsões, e geralmente é misturado ao frango com chuchu, prato preferido do pet. Há seis meses com ela, essa é a rotina do animal, que tem cerca de 8 anos de idade. Adotar um animal com uma doença e idoso não é o mais observado nesses abrigos. Porém, ela não hesitou em buscá-lo. "As pessoas têm um pouco de receio, mas, para mim, eu digo que foi até melhor. Quando a gente adota ou compra um filhote, é tudo muito novidade, é bem bagunceiro, agitado, mas o Eros é super calmo, é muito educado e tranquilo", comenta a coordenadora de projetos. As convulsões, explica, são poucas, graças à medicação que ele toma. Eros precisa de medicamentos para evitar convulsões Carlos Nogueira/Prefeitura de Santos Segundo a Prefeitura de Santos, ainda há dez animais com problemas de saúde na Codevida. “Na escala de adoção, os animais com deficiência ou que necessitam de tratamentos de saúde específicos são os últimos da fila”, explica a coordenadora da Codevida, Karoline Castro, por meio da assessoria de imprensa. Devido à essa realidade, comenta Cláudia, ela decidiu contar a história de Eros, para inspirar outras pessoas. "Eu sou apaixonada, e gostaria de dar oportunidade para todos os cãezinhos idosos. Eles ficam à noite sozinhos, é bem triste. As pessoas poderiam ser incentivadas a irem lá, ver, conhecer. Eu brinco que não fui eu que adotei ele, ele me adotou". VÍDEOS: As notícias mais vistas do g1
  • Viúva de bombeiro morto depois de discussão de trânsito desabafa após condenação do acusado: 'Alívio'



    Bombeiro foi atropelado e arrastado pelo carro do acusado por 20 metros. Crime ocorreu após uma briga de trânsito em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Bombeiro atuava como guarda-vidas em Praia Grande, SP Arquivo Pessoal Após a condenação a mais de 18 anos de prisão do motorista acusado de matar o bombeiro Sandro Roberto de Farias Soares, de 43 anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, a esposa da vítima, a esteticista Thays Moretto, de 41, conversou com o g1. Nesta sexta-feira (22), ela relatou que a decisão representou um alívio para a família. "Satisfeitos 100% não ficamos, queríamos uma pena maior para ele, de pelo menos 30 anos. Nem assim seria suficiente, mas nos agradaria mais. Mas, só pelo fato de ele ter sido condenado, já mostra para as minhas filhas que a lei funciona, que o caminho correto é o certo. De toda forma, a justiça foi feita e nos deu um alívio", afirmou. De acordo com Thays, o marido sempre foi uma pessoa muito correta, leal e íntegra. Os dois ficaram juntos por 23 anos, e a esteticista explica que, após a morte de Sandro, a vida da família se tornou muito difícil. Acusado de atropelar e matar bombeiro após discussão de trânsito é condenado "Psicologicamente, financeiramente, foi difícil em tudo. As meninas até hoje não se recuperaram, elas choram muito, porque ele era muito presente. Ele era um pai muito participativo, estava com elas para tudo. Eu tive que sair do meu emprego para poder ficar mais perto delas e fazer muitas das coisas que antes ele fazia", relata. Cloves Henrique Gomes de Farias foi condenado por homicídio doloso - quando há intenção de matar, após atropelar e arrastar o bombeiro por cerca de 20 metros, logo após uma briga de trânsito. O júri popular do caso ocorreu nesta quinta-feira (21), no plenário do júri do Fórum de Praia Grande. A viúva do cabo do Corpo de Bombeiros, as filhas, de 19 e 14 anos, e demais familiares foram liberados pela juíza Natalia Cristina Torres Antonio para acompanhar o júri. Esposa e filhas de vítima acompanharam júri Reprodução/TV Tribuna "Perder uma pessoa que você ama de uma forma violenta dói demais. E ele era bombeiro, um cara que salvava vidas. Ele salvou milhares de vidas, não foi uma, nem duas, nem três. Foi sempre uma pessoa do bem, que ajudou todo mundo. Amava a profissão, era esforçado e estava na melhor fase profissional, ganhando premiações, diploma de melhor bombeiro, e do nada foi tirado das nossas vidas. Foi e é algo muito difícil ainda", lamenta a esteticista. Cloves foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão em regime fechado por homicídio doloso, com duas qualificadoras, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Além disso, também foi condenado a mais sete meses de prisão em regime aberto por embriaguez. "Foram dois anos e meio aguardando por isso, que esse dia [do julgamento] chegasse. Hoje, temos o sentimento de que honramos por ele. Iniciamos uma fase de agradecimento e tranquilidade, e sabemos que o nosso advogado, Mário Badures, fez o melhor, ninguém faria melhor que ele. Acredito que Deus estava olhando por nós e pelo Sandro", diz a viúva. Defesa e acusação O advogado de defesa de Cloves, Eugênio Malavasi, afirmou ao g1 que irá recorrer da decisão. "Minha tese era condenatória, ou seja, sustentei homicídio doloso, com o afastamento das qualificadoras. Pelas imagens, os jurados não afastaram as qualificadoras, diante disso, já interpus recurso de apelação", afirma. Cloves Henrique Gomes de Farias, de 21 anos, foi preso horas após atropelamento em Praia Grande, SP g1 Santos À TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, o advogado Mário Badures, que atuou com assistente de acusação, afirmou que o resultado foi satisfatório. "Pena exemplar aplicada, no patamar de 18 anos e oito meses. Algo que conforta não só a família da vítima, mas também a sociedade ordeira, em um triste episódio, desses que não podem nunca, jamais, serem concebidos como algo normal, algo que possa ser aceito com tranquilidade", diz. O caso Desde o crime, na madrugada de 6 de março de 2019, Cloves Henrique está preso. O acidente aconteceu na Avenida Presidente Catelo Branco, no bairro Aviação. De acordo com a polícia, o bombeiro estava de moto quando iniciou uma discussão com o motorista de um carro que passava pelo local. Durante a briga, o motorista atropelou o bombeiro e o arrastou por cerca de 20 metros, parando apenas quando colidiu contra uma árvore. O condutor fugiu sem prestar socorro. Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento em que Farias foi atropelado (veja o vídeo abaixo). No vídeo, é possível ver o exato momento em que o veículo bate contra uma árvore antes de parar. Ao lado, surge o bombeiro e a motocicleta, destruída. Câmera registra bombeiro sendo arrastado após discussão em Praia Grande, SP O bombeiro foi socorrido e levado ao Hospital Irmã Dulce, mas não resistiu aos ferimentos e morreu quando passava por uma cirurgia. Pouco tempo depois, o motorista se apresentou na Delegacia Sede de Praia Grande e alegou que fugiu pois estava com medo de ser linchado, e que, quando o viu o bombeiro de moto, achou que seria roubado, por isso acelerou o carro. No teste de etilômetro, feito na delegacia, o aparelho constatou 0,60 mg/l, número acima do permitido pela legislação. O condutor foi indiciado por homicídio qualificado. Ainda de acordo com a polícia, ele possuía antecedentes e condenações anteriores. Na época, o passageiro do carro declarou às autoridades que Henrique ingeriu uísque, antes de assumir a direção do carro, e recusou-se a entregar o veículo a ele, que na condição de passageiro, viu o acidente. O documento não explica de onde eles vinham, nem qual a quantidade de bebida ingerida pelo indiciado. Carro que atropelou bombeiro foi apreendido pela polícia em Praia Grande, SP Solange Freitas/g1 VÍDEOS: As notícias mais vistas do g1
  • Competitividade no mercado de contêineres no Brasil é tema de último painel no Summit Porto 5.0



    Evento promovido pelo Grupo Tribuna aconteceu em Brasília (DF) e contou com a presença de especialistas e autoridades. Competitividade no mercado de contêineres no Brasil foi tema de último debate no Summit Porto 5.0 Thais Rozo/g1 A competitividade no mercado de contêineres no Brasil foi o tema do último painel do Summit Portos 5.0, que aconteceu em Brasília (DF) nesta quinta-feira (21). Autoridades e especialistas discutiram a importância dessa competição para impulsionar o setor portuário. O evento, promovido pelo Grupo Tribuna, também foi transmitido ao vivo pela internet. No quarto e último painel do encontro, participaram a diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Flavia Takafashi, o secretário nacional dos Portos, Diogo Piloni, o secretário de Fiscalização e Infraestrutura Urbana do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Martinello Lima, o especialista em concorrência e ex-presidente do Cade Alexandre Barreto, e o head of terminals Latin America APM Terminals, Leo Huissman. Redução da burocracia e arranjos produtivos são discutidos por especialistas e autoridades Especialistas destacam importância da segurança jurídica e do investimento em infraestrutura para o avanço do setor portuário Durante o painel, Piloni disse que a crise dos contêineres impactou menos o Brasil em comparação com outros países. No evento, foi comentado que dificuldades logísticas, efeitos da pandemia e dificuldade de mão de obra são alguns dos problemas enfrentados. Entretanto, o secretário nacional reiterou o crescimento do setor no país, mesmo em um cenário de dificuldades. Summit Portos 5.0 reúne especialistas portuários, autoridades e políticos Segundo Piloni, o país cresceu 16% no setor de contêineres de janeiro a agosto deste ano, e o aumento é ainda maior se contabilizado o último mês. "Nós temos um crescimento ainda maior de janeiro a setembro, de 20% nesse segmento", comentou. Ele completou informando que o país está chegando a 3,5 milhões de TEUs (unidade equivalente a 20 pés), com perspectiva de chegar a 5 milhões ainda este ano. O secretário ainda reiterou que o programa de incentivo à cabotagem, o BR do Mar, ajudará no crescimento do setor no país. Ele citou, com destaque, os leilões, ação que impacta no mercado. Piloni informou que o governo trabalha para licitar os dois primeiros terminais de contêineres depois da aprovação do marco regulatório de 2013, que são o STS 10, em Santos, e em Itajaí, Santa Catarina. "Estamos incentivando esse mercado de contêineres no país. A importância é muito grande, por isso, a gente é insistente e resiliente para ter esse projeto", comentou Piloni. Flávia Takafashi, diretora da Antaq, reiterou que há desafios para incentivar a concorrência e aperfeiçoamento dos portos. "O grande desafio da agência é promover um incentivo à concorrência, para que o mercado seja mais dinamizado. O setor de contêineres sofre muitas mudanças rapidamente, porque há navios cada vez maiores chegando e terminais precisando de mais investimentos. Não podemos olhar de maneira estanque para limitar a eficiência", explicou. Flávia ainda reforçou que o setor precisa que a agência e os órgãos que atuam junto a ela deem segurança jurídica. O CEO Leo Huisman reiterou que o mercado de contêineres é competitivo para importadores e exportadores no Brasil, e que o país deve mostrar ambição. O secretário de Fiscalização e Infraestrutura Urbana do TCU, Bruno Martinello, falou sobre a importância de investimentos e políticas públicas serem fundamentadas em informações seguras e critérios claros. Já o especialista Alexandre Barreto reiterou a necessidade da competitividade ser justa nesse ambiente. Palestras Além dos quatro painéis que compuseram o evento promovido pelo Grupo Tribuna, houve duas palestras sobre temas ligados ao setor. A palestra internacional ministrada pelo professor Peter De Langen antecedeu o último painel, e abordou os arranjos produtivos para a cadeia de contêineres. Por fim, o head of loss prevention do Mercado Livre, Anderson Fagundes, falou sobre cadeia de logística integrada. VÍDEOS: As notícias mais vistas do g1
  • Acusado de atropelar e matar bombeiro após discussão de trânsito é condenado a 18 anos de prisão



    Bombeiro foi arrastado pelo carro do acusado por 20 metros. Crime ocorreu após uma briga de trânsito em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Bombeiro atuava como guarda-vidas em Praia Grande, SP Arquivo Pessoal O motorista acusado de matar o bombeiro Sandro Roberto de Farias Soares, de 43 anos, foi condenado a mais de 18 anos de prisão em regime fechado, após ser julgado nesta quinta-feira (21), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Cloves Henrique Gomes de Farias foi condenado por homicídio doloso - quando há intenção de matar, após atropelar e arrastar o bombeiro por cerca de 20 metros, logo após uma briga de trânsito. O júri popular do caso, que ocorreu em março de 2019, começou por volta das 9h30 desta quinta-feira, no plenário do júri do Fórum de Praia Grande. Durante a sessão, que se estendeu por todo o dia, foram ouvidas oito testemunhas. A viúva do cabo do Corpo de Bombeiros, as filhas e demais familiares foram liberados pela juíza Natalia Cristina Torres Antonio para acompanhar o júri. A sentença foi anunciada pouco antes das 19h. Cloves foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão em regime fechado por homicídio doloso, com duas qualificadoras, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Além disso, também foi condenado a mais sete meses de prisão em regime aberto por embriaguez. O advogado de defesa de Cloves, Eugênio Malavasi, afirmou ao g1 que irá recorrer da decisão. "Minha tese era condenatória, ou seja, sustentei homicídio doloso, com o afastamento das qualificadoras. Pelas imagens, os jurados não afastaram as qualificadoras, diante disso, já interpus recurso de apelação", afirma. Cloves Henrique Gomes de Farias, de 21 anos, foi preso horas após atropelamento, em Praia Grande, SP G1 Santos À TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, o advogado Mário Badures, que atuou com assistente de acusação, afirmou que o resultado foi satisfatório. "Pena exemplar aplicada, no patamar de 18 anos e oito meses. Algo que conforta não só a família da vítima, mas também a sociedade ordeira, em um triste episódio, desses que não podem nunca, jamais, serem concebidos como algo normal, algo que possa ser aceito com tranquilidade", diz. O caso Desde o crime, na madrugada de 6 de março de 2019, Cloves Henrique está preso. O acidente aconteceu na Avenida Presidente Catelo Branco, no bairro Aviação. De acordo com a polícia, o bombeiro estava de moto quando iniciou uma discussão com o motorista de um carro que passava pelo local. Durante a briga, o motorista atropelou o bombeiro e o arrastou por cerca de 20 metros, parando apenas quando colidiu contra uma árvore. O condutor fugiu sem prestar socorro. Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento em que Farias foi atropelado (veja o vídeo abaixo). No vídeo, é possível ver o exato momento em que o veículo bate contra uma árvore antes de parar. Ao lado, surge o bombeiro e a motocicleta, destruída. Câmera registra bombeiro sendo arrastado após discussão em Praia Grande, SP O bombeiro foi socorrido e levado ao Hospital Irmã Dulce, mas não resistiu aos ferimentos e morreu quando passava por uma cirurgia. Pouco tempo depois, o motorista se apresentou na Delegacia Sede de Praia Grande e alegou que fugiu pois estava com medo de ser linchado, e que, quando o viu o bombeiro de moto, achou que seria roubado, por isso acelerou o carro. No teste de etilômetro, feito na delegacia, o aparelho constatou 0,60 mg/l, número acima do permitido pela legislação. O condutor foi indiciado por homicídio qualificado. Ainda de acordo com a polícia, ele possuía antecedentes e condenações anteriores. Na época, o passageiro do carro declarou às autoridades que Henrique ingeriu uísque, antes de assumir a direção do carro, e recusou-se a entregar o veículo a ele, que na condição de passageiro, viu o acidente. O documento não explica de onde eles vinham, nem qual a quantidade de bebida ingerida pelo indiciado. Carro que atropelou bombeiro foi apreendido pela polícia em Praia Grande, SP Solange Freitas/g1 VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos
  • Redução da burocracia e arranjos produtivos são discutidos por especialistas e autoridades no Summit Portos 5.0



    Evento promovido pelo Grupo Tribuna aconteceu em Brasília (DF). Diversos especialistas e autoridades participaram dos painéis, que discutiram temas do setor portuário. Redução da burocracia e arranjos produtivos são discutidos por especialistas e autoridades no Summit Portos 5.0 Thais Rozo/g1 A redução da burocracia, a regulação responsiva e arranjos produtivos foram os temas tratados em dois painéis do Summit Portos 5.0 nesta quinta-feira (21). O evento, promovido pelo Grupo Tribuna, aconteceu em Brasília (DF) e foi transmitido ao vivo pela internet. Diversos especialistas e autoridades participaram dos debates, que trataram de temas relacionados ao crescimento do setor portuário. No segundo painel do evento, autoridades falaram sobre o papel da redução da burocracia e da regulação responsiva para acelerar os investimentos no setor. Participaram do debate o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Eduardo Nery, o diretor da Terminal Investment Limited, Patricio Junior, o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Dragabras, Disney Barroca, e o coordenador-geral de Fiscalização de Infraestrutura no Tribunal de Constas da União, Manoel Moreira. Especialistas destacam importância da segurança jurídica e do investimento em infraestrutura para o avanço do setor portuário no Summit Portos 5.0 Para Nery, a mudança na regulação está em andamento no país. Ele afirma que a Antaq está se esforçando para mudar procedimentos, mas que as amarras da legislação têm "efeito perverso", pela falta de flexibilização. Ele reitera que é um grande desafio, e que os órgãos precisam estar alinhados para as mudanças. "É um desafio, porque é uma mudança de procedimentos e cultural", explica o diretor-geral. O diretor de Investimentos da TIL e presidente do Conselho de Administração da Brasil Terminal Portuário (BTP), Patricio Junior, falou sobre a desburocratização e a importância dos investimentos em infraestrutura. Ele disse, ainda, que a relação com as autoridades apresenta melhora. "Os órgãos estão se comunicando, os investidores estrangeiros estão olhando isso com ótimos olhos", esclarece. O coordenador-geral de Infraestrutura do TCU, Manoel Moreira, falou da importância da regulação. Ele diz que o tribunal está empenhado na missão de tornar o processo mais transparente, e reitera que essas mudanças devem ser feitas de forma embasada. Barroca também falou sobre esses processos durante o painel, esclarecendo que o tema é bastante debatido, e que há divergências. "[Deve] ser uma redução de burocracia responsável e orgânica", explica. Arranjos Produtivos e Sincromodalismo O terceiro painel do evento abordou Arranjos Produtivos e Sincromodalismo. Participaram do debate o CEO da empresa ASV Partners Consultoria Infraestrutura, Adalberto Vasconcelos, o consultor Luis Claudio Montenegro, um dos integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Marcelo Guimarães e o consultor Cesar Mattos. Os participantes falaram sobre a importância de expandir modelos e se inspirar em exemplos estrangeiros. "Precisa olhar o setor com olhar de maior liberdade para o privado, e o setor que regula tem que estar equipado com informações", explicou Montenegro. Guimarães também falou sobre o tema. "Tecnologia e informação, muitas vezes, não tem fronteiras. Você limitar me parece completamente descompassado", comentou no painel. Cesar e Vasconcelos, durante o debate, também falaram sobre a importância desses tópicos para o crescimento em um mercado competitivo. VÍDEOS: As notícias mais vistas do g1