• Surfista registra medusa gigante no litoral de SP: 'Nunca tinha visto'



    Especialista conta que espécie não é nativa do Brasil e é praticamente inofensiva. Água-viva é flagrada por surfista em Guarujá, SP Uma enorme medusa surpreendeu um surfista que fazia stand-up paddle em uma praia de Guarujá, no litoral de São Paulo, na tarde da última segunda-feira (24). O registro em vídeo obtido pelo G1 tem belas imagens e mostra o animal marinho rodeado de peixes. Segundo especialistas, a espécie é inofensiva e pode ficar ainda maior do que a vista pelo surfista. Rodrigo Nattan Guimarães, de 29 anos, disse ao G1 que o registro foi feito na Praia de Pernambuco. Na região, ela é uma das mais visitadas por turistas durante o verão. Ele praticava stand-up paddle quando viu a água-viva. "Eu sempre vejo muitas por aqui, mas essa, pelo tamanho, eu nunca tinha visto. Era muito grande, parecia uma bola de futebol e estava bem próxima à faixa de areia da praia", conta. Água-viva foi flagrada por surfista em praia de Guarujá, SP Arquivo Pessoal/Rodrigo Nattan Guimarães A pedido do G1, o professor do curso de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis, Sérgio Stampar, analisou as imagens registradas por Guimarães. Segundo o especialista, a água-viva é da espécie Phyllorhiza punctata, bastante comum na costa brasileira, mas com ciclos de ocorrência incertos. "Alguns espécies aparecem ocasionalmente, mas sem um padrão. Ela pode ficar bem maior do que isso, mas é praticamente inofensiva", explicou. Stampar destaca que a espécie não é nativa do Brasil e que, quando em grande quantidade, pode causar problemas. "Em alguns lugares do mundo, no Golfo do México, por exemplo, houve uma espécie de enxameamento dessa espécie com um resultado catastrófico para a pesca local. Essas medusas têm um requerimento alimentar bastante grande e acaba afetando a disponibilidade de alimento para outros animais e também se alimentando de larvas de organismos importantes economicamente", finaliza. Água-viva foi flagrada por surfista em praia de Guarujá, SP Arquivo Pessoal/Rodrigo Nattan Guimarães Outra vez Não é a primeira vez que o surfista flagra uma água-viva na Praia de Pernambuco. Rodrigo Nattan já conversou com o G1, em setembro de 2018, após registrar uma outra espécie do animal no mar. Na ocasião, ele disse que surfa e pratica atividades no mar, como stand-up e remo, desde a adolescência. Por conta da proximidade com o mar, ele até tatuou uma água-viva na perna. Jovem tem até uma tatuagem com o desenho de uma água-viva Rodrigo Nattan/Arquivo Pessoal
  • VÍDEOS: Bom Dia Região de terça-feira, 25 de junho



    Assista aos vídeos do telejornal com as notícias da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. Assista aos vídeos do telejornal com as notícias da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.
  • Licença ambiental da ponte entre Santos e Guarujá sairá em 8 meses, diz Doria



    Construção tem custo estimado de R$ 2,9 bilhões. Objetivo é facilitar a integração entre as cidades de Santos e Guarujá. Governador João Doria durante o evento Porto & Mar - Seminário A Tribuna para o Desenvolvimento do Porto de Santos Carlos Nogueira/A Tribuna Jornal O governador João Doria (PSDB) garantiu que o licenciamento ambiental para a construção da ponte entre Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo, será aprovado em um prazo de oito meses. A obra é esperada pela população há 92 anos. O anúncio foi feito durante o evento Porto & Mar - Seminário A Tribuna para o Desenvolvimento do Porto de Santos, promovido pelo Grupo Tribuna e que acontece até essa terça-feira (25) Além de Doria, a abertura do evento contou com a participação do secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários substituto, Fábio Lavor, prefeitos, deputados e autoridades locais. O diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, abriu o evento e citou justamente a importância da construção da ponte ligando Santos a Guarujá. "Sr. Governador, as cidades e o Porto têm que crescer juntos. Nesse contexto acreditamos que é fundamental a construção de uma ligação seca, entre as margens direita e esquerda do Porto, beneficiando diretamente o porto, a população e as cidades, assim como o fluxo de caminhões, veículos de passeio e o turismo", falou o diretor-presidente da TV Tribuna. Em seu discurso, João Doria falou que é favor da privatização do Porto de Santos, que hoje é de responsabilidade do Governo Federal. "Para ser um porto de primeiro mundo, ele precisa ser privatizado. Privatizado com aqueles que podem pagar por isso, podem investir para o aprimoramento e podem fazer uma gestão de primeiro mundo, aumentando a capacidade do porto, melhorando o seu calado e oferecendo condições e facilidades competitivas para a exportação brasileira". Durante entrevista coletiva, Doria deu explicações sobre a ponte entre Santos e Guarujá. A estrutura será erguida pela Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). A empresa desenvolve o projeto e a obra em troca da extensão do contrato para exploração do SAI. No momento, a construção da ponte está em análise na Artesp e aguarda licença ambiental. Segundo o governador, a ponte sairá do papel. "Já temos uma investidora. A própria concessionária da rodovia dos Imigrantes já aceitou fazer o investimento para a implantação desta ponte. Sem dinheiro público, com investimento privado, fazendo disso uma obra de primeiro mundo, de forma mais eficiente e mais rápida. E nós garantiremos a aprovação ambiental no prazo de oito meses", falou Doria. Em visita ao Grupo Tribuna, o secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, já havia afirmado que os trabalhos deverão durar 36 meses, contados do início da obra. A construção tem custo estimado de R$ 2,9 bilhões. João Doria defendeu a privatização do Porto de Santos Carlos Nogueira/Jornal A Tribuna de Santos Projeto da ponte Segundo a Ecovias, o projeto é composto por uma ponte e trechos com elevados em viadutos que somam 7,5 quilômetros. A estrutura conecta a Via Anchieta, no km 64, à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, no km 250, viabilizando, inclusive, um segundo acesso à avenida portuária, conforme premissas requeridas pela Codesp. O objetivo é facilitar a integração entre as cidades de Santos e Guarujá, proporcionar fácil e rápida movimentação logística do Porto e ser uma opção de mobilidade urbana, somada ao sistema de balsas. Ainda de acordo com a concessionária, a interligação entre margens reduz o percurso de 45 km para menos de 10 km, tornando a travessia do canal mais rápida, além de melhorar a operação de tráfego de navios devido menor frequência das balsas, aumentar a capacidade de circulação de bens e pessoas entre as cidades da Baixada Santista, ampliar a oferta de empregos diretos e indiretos, atender às demandas locais de circulação de veículos e cargas e, consequentemente, contribui para a melhoria na qualidade de vida da população da região. João Doria defendeu a privatização do Porto de Santos Carlos Nogueira/Jornal A Tribuna de Santos
  • Projeto Guri tem mais de 300 vagas na Baixada Santista e Vale do Ribeira



    Inscrições devem ser feitas pessoalmente até a próxima sexta-feira (28). Alunos atendidos pelo Projeto Guri Reprodução/EPTV O Projeto Guri está com 357 vagas abertas para cursos gratuitos de instrumentos musicais, canto coral e iniciação musical em polos da Baixada Santista e Vale do Ribeira. As inscrições, voltadas para crianças e adolescentes, de 6 a 18 anos, podem ser feitas até sexta-feira (28). Para se matricular, os interessados devem comparecer ao polo em que desejam estudar, acompanhados pelos responsáveis, levando o RG ou certidão de nascimento, comprovante de matrícula escolar e/ou declaração de frequência escolar e comprovante de endereço. Não é preciso ter conhecimento prévio de música, nem possuir instrumentos ou realizar testes seletivos. Confira a lista completa dos polos com vagas abertas no Vale do Ribeira: Polo Itariri Vagas: 11 Curso: Violão Telefone: (11) 3418-3352 Funcionamento: segundas e quartas-feiras, das 13h às 17h Endereço do polo: Rua do Comércio, 127, Centro Polo Miracatu Vagas: 10 Cursos: percussão e violão Telefone: (13) 3847-1905 Funcionamento: terças e quintas-feiras, das 13h às 17h Endereço do polo: Rua 11 de Junho, 350, Centro Polo Pedro de Toledo Vagas: 30 Cursos: coral juvenil, iniciação musical, percussão e violão Telefone: (13) 3419-1546 Funcionamento: terças e quintas-feiras, das 8h às 11h e das 13h às 17h Endereço do polo: Avenida Américo Nicolini, 456, Centro Polo Registro Vagas: 35 cursos: coral juvenil, iniciação musical, percussão e violão Telefone: (11) 3821-6478 Funcionamento: quartas e sextas-feiras, das 8h às 11h e das 13h30 às 17h30 Endereço do polo: Avenida Marginal Castelo Branco, ao lado da Rodovia, s/nº, Centro Polo Sete Barras Vagas: 10 Cursos: percussão e violão Telefone: (13) 9738-4934 Funcionamento: segundas e quartas-feiras, das 13h às 17h Endereço do polo: R. Júlio Prestes, 692, Centro Confira a lista completa dos polos com vagas abertas na Baixada Santista: Polo Peruíbe Vagas: 79 Cursos: contrabaixo, coral juvenil, iniciação musical, viola, violão, violino e violoncelo Telefone: (13) 3455-5596 Funcionamento: terças e quintas-feiras, das 8h às 11h e das 13h às 17h Endereço do polo: Rua Jundiaí, 890, Nova Peruíbe Polo Regional Santos Vagas: 101 Cursos: contrabaixo, coral juvenil, iniciação musical, percussão, viola, violão, violino e violoncelo Telefone: (13) 3219-1311 Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h às 17h Endereço do polo: Praça dos Andradas, s/nº, Centro Polo Santos – Zona Noroeste Vagas: 45 Cursos: clarinete, flauta transversal, percussão, saxofone e violão Telefone: (13) 3299-1663 Funcionamento do polo: terças e quintas-feiras, das 8h às 11h Endereço do polo: Avenida Afonso Schimit, s/nº, Zona Noroeste Polo Mongaguá Vagas: 36 Cursos: cavaco, contrabaixo, percussão, viola, violino e violoncelo Telefone: (13) 3448-9183 Funcionamento: quartas e sextas-feiras, das 8h às 11h e das 13h30 às 17h30 Endereço do polo: Rua Caraguatatuba, 479, Agenor de Campos
  • Sem ponte, moradores de Santos e Guarujá enfrentam dilema de esperar pela balsa ou percorrer trajeto gigante



    Além da balsa, a alternativa para fazer a ligação entre as duas cidades é a Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Projeto de ponte promete facilitar a integração entre as duas cidades. Sem ponte, moradores de Santos e Guarujá enfrentam dilema de esperar pela balsa ou percorrer trajeto superior G1 Santos Pouco mais de 400 metros separam as cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo, pelo estuário. Apesar da proximidade, o trajeto equivalente a quatro quarteirões requer paciência, afinal, a travessia pelo sistema de balsas da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) pode levar até uma hora ou mais, conforme o fluxo de veículos. Leia a 1ª Reportagem: Santos e Guarujá sonham com ponte 92 anos após o 1º projeto Dependendo do dia, é possível ir de Guarujá até a capital paulista no mesmo tempo que se leva para chegar até Santos pela balsa. Enquanto a construção de uma ponte não sai do papel, a alternativa para fazer a ligação entre as duas cidades é a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, também conhecida como Piaçaguera. O problema é que, nesse caso, os 400 metros se transformam em 57 km. A opção dos motoristas é, basicamente, enfrentar um caminho maior e chegar mais rápido ou ter paciência e esperar. Motoristas "Desgaste físico e mental, prejuízo de tempo e dinheiro e danos ao veículo" são alguns dos problemas citados pelo técnico eletrônico Rubens Galvão, de 59 anos, que faz o trajeto entre Guarujá e Santos há 35 anos. "Algumas vezes, saí da fila da balsa para ir pela Piaçaguera devido à imensa demora", conta. Em sua avaliação, o serviço piorou ao longo dos anos. "Essas balsas sempre trouxeram problemas, mas agora está muito pior, insuportável". Ele diz que se sente envergonhado e desprezado pelos governos, que não resolvem a situação. "O número de habitantes e turistas cresceu demasiadamente, mas os serviços não acompanham, só piorou. Estamos diante de governos fracassados que não fazem a lição de casa". Dependendo do fluxo de veículos, motoristas chegam a enfrentar mais de uma hora de fila para fazer a travessia Rogério Soares/A Tribuna Santos Pedestres Mas não são apenas os motoristas que passam por situações de desgaste. Para quem depende do transporte coletivo, o trajeto requer ainda mais paciência, afinal, é preciso ir até Cubatão e, então, pegar mais um ônibus porque não há uma linha que siga diretamente até Santos. Mas o custo nem sempre é viável para os munícipes, como no caso do estudante Gabriel Bio Guerra, de 17 anos, que mora em Guarujá e estuda em Cubatão. Ele conta que prefere fazer o trajeto pela balsa, que custa R$ 3,10, porque acaba se tornando mais barato. Se fosse de ônibus, além de levar mais de 2h para chegar à escola, ele gastaria R$ 17,50 com a tarifa, somando a ida e a volta. Mas a opção mais econômica tem seus desafios, afinal, ele precisa percorrer uma parte do trajeto de bicicleta, em seguida de barca e depois a pé, para só então tomar um ônibus. "Sinto-me ridicularizado quando ouço pessoas falando que o tempo para me deslocar entre a Baixada Santista é basicamente o mesmo tempo necessário para subir a serra e chegar a São Paulo, com cerca de 1h30 de trajeto", lamenta. Gabriel conta que prefere a travessia por Guarujá porque a outra opção, via Vicente de Carvalho, é mais demorada. "A que eu uso é bem rápida, não passa de 15 a 20 minutos. Já a de Vicente de Carvalho ultimamente anda tendo uma hora de espera entre as barcas", diz. Em entrevista ao G1, o próprio presidente da Dersa, Milton Persoli, admitiu que a travessia de pedestres e ciclistas entre o distrito de Vicente de Carvalho e o Centro de Santos opera no limite da capacidade. Ciclistas Ao contrário de Gabriel, que sempre deixa a bicicleta em Guarujá e utiliza a balsa somente como pedestre, a faxineira Angela Maracajá, de 37 anos, costuma embarcar como ciclista. "Tem dias que demora mais de 40 minutos porque é uma balsa só para bicicleta", diz. A ideia é economizar indo de bicicleta, mas ela conta que isso nem sempre é possível porque a travessia como ciclista costuma ser mais demorada do que como pedestre – o que faz com que ela acabe chegando atrasada no trabalho. "Tem dias que compensa mais deixar a bicicleta em Guarujá e pegar o [ônibus] municipal em Santos". Quem utiliza bicicleta também sofre com demora na fila da balsa entre Santos e Guarujá Angela Maracajá/Arquivo Pessoal Segundo a Dersa, o volume diário médio na travessia entre Santos e Guarujá é de 212 pedestres, 8.769 ciclistas e 20.564 veículos. Apesar dos problemas relatados pelos munícipes, a estatal afirma que as manutenções das embarcações têm ocorrido de forma integral e são realizadas de modo preventivo e corretivo. Recentemente, o Governo do Estado declarou que deu inicio aos estudos sobre a concessão do serviço de balsas à iniciativa privada. A medida promete modernizar o sistema e a expectativa é que o edital de concessão seja lançado até o início de 2020. A sonhada ponte Para Gabriel, a construção de uma ponte entre Santos e Guarujá é vista como um ‘sonho’. "Uma solução boa seria a famosa ponte, mas é apenas um sonho. Assim, o volume de carros para ingressar em Santos via balsa diminuiria drasticamente", afirma. O que ele chama de sonho, na verdade, é um projeto que tem cinco vezes a sua idade, afinal, o primeiro plano para ligar as duas cidades foi elaborado há 92 anos pelo engenheiro e arquiteto Enéas Carneiro. A ligação também beneficiaria a faxineira Angela, que diz que seria ótimo se a ponte permitisse a passagem direta de ônibus até Santos. "Depender da balsa é horrível". Na visão de Rubens, se sair do papel, a ponte entre Santos e Guarujá permitirá que as cidades sejam vistas como uma só, em relação à liberdade de ir e vir. "Haverá grande desenvolvimento econômico na região, barreiras serão quebradas, negócios serão ordenados de forma rápida e eficiente, com segurança nos investimentos", finaliza. Ponte irá ligar as cidades de Santos e Guarujá, SP Divulgação/Ecovias Nesta semana, de segunda a sexta-feira, o G1 publicará reportagens especiais sobre os problemas da travessia de balsas entre Santos e Guarujá e suas possíveis soluções.